sábado, maio 9

O Ciclo OODA

Estratégia, Strategy, Strategie, Stratégie, Strategia. Este é um dos princípios básicos da vida. Sem planejamento estamos fadados ao fracasso. Nas artes marciais – que reflete a vida – não poderia ser diferente.

Miyamoto Musashi, o mais famoso dos samurais, tinha seu foco 100% na estratégia das artes marciais.

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Musashi

Em seu livro – Go Shin no Ryu (O livro dos cinco anéis), Musashi mostra que desde um combate corpo a corpo até batalhas entre milhares de soldados, a estratégia dever ser usada de forma racional para se alcançar a vitória. Existem várias técnicas para se utilizar na estratégia sendo que diversos pensadores e generais ao longo da história se tornaram famosos por serem mestres da estratégia, como Sun Tzu – autor do clássico: Arte da Guerra, Alexandre o Grande da Macedônia – conquistador do poderoso império Persa, Caius Julius Caesar – Mais famoso general Romano, Arminuis – Germânico que evitou o avanço dos Romanos pela Alemanha, até a era contemporânea com Winstol Churchill – um herói Inglês, que entre outras conquistas, conseguiu defender a Inglaterra sem ajuda de nenhum outro país durante quase um ano dos Alemães durante a II Guerra Mundial.

Você deve estar pensando: Ok, estratégia, entendi. Mas o que todas estas pessoas têm em comum? E o que eu tenho com isso?

Bem. O falecido Coronel John Boyd, um veterano da força aérea americana e estudioso de táticas militares definiu a relação entre combates entre exércitos, entre pessoas e até mesmo no combate do dia-a-dia como: ciclo OODA, ou Ciclo de Boyd. Em seus estudos, Boyd descobriu que quando o “lado A” apresentava uma ameaça inesperada ao “lado B”, o “Lado A” tinha tempo e oportunidade para conseguir vantagem. Se o “Lado B” não conseguir se adaptar a esta nova situação, ele é derrotado. Esta analogia pode ser aplicada em todos os aspectos da vida.

Parece complicado, mas é bem simples. OODA significa:

Observação – Orientação – Decisão – Ação.

A base para qualquer atitude, seja a ação de generais, seja em uma briga de trânsito, seja um treino de artes marciais, ou até mesmo em reuniões na empresa, pode ser reduzida ao ciclo OODA.  Segundo Laren W. Christensen no livro “O momento ideal das artes marciais”:

“Cada uma das partes de um conflito começa pela Observação de si mesmo, de seu adversário e das condições físicas do local. Em seguida, eles se orientam. A Orientação se refere à criação de uma imagem ou uma análise instantânea mental da situação. A orientação é necessária porque a natureza (…) caótica dos conflitos torna impossível processar as informações tão rápido quanto podemos observá-las.”

Assim que nos orientamos, é hora de tomar uma decisão com base nas informações que temos. Feito isso, tomamos ação.

Pode parecer um processo longo, no entanto, nosso cérebro passa por todos estes pontos em menos de um segundo. Quer um exemplo? Você, leitor, esta parado em um ponto de ônibus, quando 2 arruaceiros bêbados surgem gritando do outro lado da rua indo em sua direção. Você então Observa as duas pessoas, a sua posição em relação a elas e a rua e o ponto de ônibus. Se Orienta, tira uma “foto mental” da situação, percebe que tem uma loja do outro lado da rua. Toma a decisão de evitar o conflito e atravessar a rua. E toma Ação, fazendo com que você saia do caminho. Os arruaceiros também estão fazendo o mesmo e já tinham te Observado no ponto, se Orientado em relação ao ambiente e tomado a decisão de criar problemas com você e estavam a caminho de concluir a ação. A diferença entre vitória e derrota, está em ser mais rápido. Este é o segredo. Se você chega à etapa da ação antes de seu oponente, ele terá que passar por todo o processo novamente para se adaptar a nova situação, já que seu ciclo OODA inicial foi frustrado deixando você em vantagem. Quanto mais rápido for seu Ciclo, mais desorientado o oponente ficará, como quando você antecipa uma ofensa, acerta o primeiro golpe em um campeonato/treino ou frustra um ataque massivo de um exército com táticas superiores, como fizeram os grandes generais.

Osss!

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