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O que é Grappling?

O que é Grappling?
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Quando se fala “arte marcial” associada a palavra “queda”, logo pensamos: Judô.

Assim como quando se fala em luta agarrada, pensamos: “Jiu-Jitsu”.

Faz todo sentido, já que no Brasil – e no mundo – o Judô e Jiu-Jitsu são amplamente conhecidos. Qualquer pessoa, se não treinou em algum momento da vida, provavelmente conhece alguém que pratica ou praticou.

Ambas as artes são extremamente eficientes – claro –  mas não são nem de longe as únicas artes marciais de seu tipo.

O Judô, Ju Jutsu, Jiu-Jitsu Brasileiro, Wrestling (todas as  suas variações), Sambô, Sumô, Pehlwani, Varzesh-e Pahlavani, entre outros, podem ser classificados como modalidades que se encaixam na categoria Grappling ou “lutas agarradas”. Dentre estas, algumas focam em luta de solo e finalizações, outras em evitar o solo a todo custo, focando em quedas. Muitos destes nomes parecem estranhos, mas isso apenas mostra o quão abrangente é esta forma de combate ao redor do mundo.

Por mais impressionante que pareça, todos os continentes possuem formas de combate no estilo “Grappling”.

O Palé, ou Wrestling Grego, que teve origem na Grécia antiga.

O Greco-Romano que, apesar do nome, deriva do chamado “flat hand wrestling” ou wrestling francês, já que suas regras foram desenvolvidas por um soldado de Napoleão, o Inglês Catch Wrestling, que deriva de estilos mais antigos como o Cornwall Wrestling e Devon Wrestling.

  • O Irlandes Collar and Elbow wrestling;
  • A Índia, com seu tradicional Pehlwani;
  • O extremamente tradicional Bökh – combate focado em quedas da Mongólia;
  • O Sambô Russo;

Entre tantos outros.

Como podemos explicar esse fenômeno?

Simples.

Se voltarmos no tempo o suficiente, veremos que todas as nações eram nações guerreiras.

E que forma melhor de treinar para guerras do que praticar esportes de combate provando superioridade física e técnica – quando desarmado – do que lutas em que o objetivo é se sobrepor ao seu oponente?

O segundo ponto interessante a se considerar é o objetivo de lutas agarradas: Submissão. Quando se recebe um golpe traumático, o oponente “desliga” mesmo querendo continuar lutando. Vitória instantânea. Quando se é completamente dominado fisicamente, com submissões ou quedas, o oponente é obrigado a assumir a derrota. Isto estimula não só lutadores a serem cada vez mais fortes, rápidos e explosivos como ensina um dos pontos mais importantes nas artes marciais: Humildade.

O terceiro ponto se trata de eficiência e praticidade. Em lutas agarradas, é possível fazer lutas nos treinos indo com 100% de força sem necessariamente machucar o oponente. A derrota surge quando tocar o chão com as costas, ou se for submetido, com os famosos 3 tapinhas.

Agora apenas imagine o que aconteceria se num sparring de qualquer luta de trocação (Boxe, Muai Thai, Taekwondo, Wushu, etc) os praticantes fossem com 100% da força a todos os momentos nos golpes. Com certeza, lesões seriam extremamente comuns – O que não é nada útil no preparo de soldados.

Trocação é o outro aspecto dos combates – de EXTREMA importância – que será discutido em posts futuros, claro.

Por ora, teremos uma série focada no mundo das lutas agarradas ao redor do mundo.

Fique atento aos próximos artigos

Mantenham a guarda alta!

Faixa preta de Jiu-Jitsu, estudioso do universo das lutas e administrador do Golpes de Luta.